Bem-vindos ao mundo do branding, onde cada detalhe conta na jornada de construir uma marca de sucesso. Hoje, vamos explorar os 7 passos para ampliar o reconhecimento da marca, utilizando os insights exclusivos da Jumppi.
Passo 1: Nome da Marca
O nome da sua marca é mais do que apenas um rótulo; é a primeira impressão e a fundação de sua identidade no mercado. Um nome bem escolhido deve ser memorável, significativo e alinhado com os valores e a essência da sua marca. Lembre-se, o nome é um “balde vazio” que você irá preencher com experiências e valores positivos ao longo do tempo, tornando-o eventualmente espetacular não por si só, mas pelo significado que ele representa.
Passo 2: Identidade Visual
A identidade visual da sua marca é o reflexo visual de quem você é. Elementos como logotipo, cores e tipografia não são apenas ferramentas estéticas, mas veículos poderosos de comunicação e diferenciação. Uma identidade visual forte e coesa ajuda a sua marca a se destacar no mercado, criando uma impressão duradoura na mente dos consumidores. A Jumppi entende que a identidade visual deve gerar reações positivas e ser facilmente reconhecível, servindo como um pilar para construir valor e reconhecimento.
Passo 3: Estratégias de Diferenciação
No competitivo mercado atual, diferenciar sua marca é essencial. Isto pode ser alcançado através da qualidade, inovação, design, experiência do cliente e segmentação de mercado. A Jumppi acredita que compreender o que seu cliente valoriza e como sua marca pode atender a essas necessidades é fundamental. Seja um produto inovador ou uma experiência de cliente excepcional, encontrar sua vantagem competitiva é crucial para se destacar.
Passo 4: Avaliação do Nível de Conhecimento da Marca
Como sua marca é percebida pelo mercado? Avaliar o reconhecimento da marca é crucial para entender sua posição no mercado e eficácia das estratégias de branding. Ferramentas de avaliação de marca como estudos de branding são essenciais. A Jumppi oferece uma poderosa ferramenta de análise 360 da marca para uma visão integral e dinâmica, auxiliando em uma gestão de marca mais eficaz.
Passo 5: Identidade, Imagem e Personalidade da Marca
Construir uma marca forte requer uma compreensão clara de sua identidade (quem você é), imagem (como o público percebe você) e personalidade (os traços humanos associados à sua marca). A personalidade da marca, em particular, é onde os arquétipos entram em cena, ajudando a definir e aprofundar a forma como sua marca se comunica e se relaciona com o público.
Passo 6: Arquétipos de Marca
Os 12 arquétipos de marca – O Inocente, O Sábio, O Explorador, O Rebelde, O Mágico, O Herói, O Amante, O Bobo da Corte, O Homem Comum, O Cuidador, O Governante e O Criador – são ferramentas poderosas para dar profundidade à personalidade da sua marca. Cada um possui características únicas que, quando alinhadas com a sua marca, podem amplificar a conexão emocional com o público.
Passo 7: Gestão da Marca
Uma marca forte e bem gerenciada gera confiança e lealdade. Não se trata apenas de criar uma identidade visual atraente, mas de desenvolver uma estratégia abrangente que englobe comunicação, posicionamento, experiência do cliente e alinhamento com os valores da empresa. Segundo estudos, marcas fortes superam o mercado em até 73%, evidenciando a importância de uma gestão de marca eficiente e holística.
Conclusão
Elevar sua marca ao próximo nível requer uma abordagem estratégica e informada. A Jumppi está pronta para ser sua parceira nesta jornada, oferecendo insights e ferramentas para construir um reconhecimento de marca.
Converse com um de nossos especialistas e solicite uma demonstração da ferramenta de diagnóstico de marca desenvolvida pela Jumppi. Com será possível ter uma visão 360º da sua marca e promoraô todo processo de gestão e estratégia de marketing.
Sobre a Empresa
A Jumppi é um instituto de pesquisa especializado em inteligência de mercado e ciência de dados, com mais de 20 anos de experiência em ajudar empresas a tomar decisões estratégicas baseadas em dados confiáveis.
Seja para pesquisa de satisfação (NPS), avaliação de marca, análise de concorrência ou teste de produto, nossos métodos de pesquisa quantitativa e qualitativa garantem insights precisos para impulsionar seu negócio.
Converse com nossos especialistas e descubra como uma empresa de pesquisa pode transformar dados em resultados:
✅ Pesquisa de mercado – Identifique oportunidades e avalie o mercado potencial;
✅ Pesquisa de opinião e NPS – Mensure a satisfação do cliente e fidelidade à marca;
✅ Teste de produto e embalagem – Valide lançamentos antes de ir para o mercado;
✅ Análise de concorrência – Entenda seus rivais e posicione-se estrategicamente;
✅ Pesquisa de preço – Defina a melhor estratégia de precificação;
✅ Coleta de dados online e presencial – Métodos ágeis e precisos para qualquer necessidade.
Na Jumppi, somos referência como empresa de pesquisa, combinando metodologias robustas e tecnologia de ponta para entregar dados qualificados que geram ações concretas. Fale conosco e transforme informações em vantagem competitiva!
📊 Soluções personalizadas para cada desafio do seu negócio.
Tudo que você precisa saber para tomar decisões assertivas de preço, colocando a precificação em foco.
Você sabe quanto vale o seu produto? Sabe quanto os clientes estão dispostos a pagar por ele? Às vezes uma pequena mudança de preço pode gerar resultados incríveis! A decisão de preço é fundamental para o sucesso de um negócio e nem todos os empresários sabem como estabelecer sua política de preços. Tenha a precificação em foco, sempre!
Neste artigo você irá entender o que está por trás das decisões de preço. Além disto, apresentamos algumas estratégias de preço utilizadas para conquistar os clientes e ferramentas de pesquisa e inteligência que podem auxiliar a sua empresa a definir o preço mais adequado para suas ofertas.
Diferentes estratégias de precificação
O preço é a quantidade de dinheiro, bens e/ou serviços dados em troca de uma mercadoria. O preço é o único elemento do mix de marketing que gera receita. Além disto, são poucas as decisões de marketing que envolvem algo tão dinâmico, que pode ser alterado com agilidade para que a empresa lide com a turbulência do mercado e possa reagir às ações da concorrência.
O preço praticado por uma indústria, loja ou por um prestador de serviços tem forte influência sobre sua imagem, principalmente no que diz respeito à qualidade percebida e nível social de seus clientes. Por uma questão cultural, os consumidores geralmente possuem a impressão de que “o que é barato, não é bom” ou que “o que não tem preço, não tem valor”.
Por estas e outras razoes, a decisão de preço é extremamente importante, uma vez que possui forte influência no volume de vendas, na demanda, na imagem da marca e nos resultados financeiros de uma organização.
Consciente ou inconscientemente, o preço sempre será uma variável que influência o comportamento e a percepção dos consumidores em relação a uma oferta, marca ou produto.
Para definir o preço de um produto, deve-se levar em consideração os custos, o valor percebido pelos potenciais clientes e o preço praticado pela concorrência. Enquanto a avaliação dos custos determina o preço mínimo, a análise da concorrência e da percepção dos consumidores ajuda na determinação do limite superior de preços e do que seria o preço ideal, tendo em vista os objetivos da organização. Por esse motivo, considera-se que a decisão de preço é um aspecto estratégico que envolve diferentes competências e departamentos.
Contudo, quando pensamos em preço não devemos considerar apenas a definição do valor que será pago por um determinado produto ou serviço. Sob o ponto de vista do mix de marketing, a decisão de preço envolve as políticas de descontos e/ou cashback, meios e formas de pagamento, financiamentos, permutas, dentre outros elementos.
4 práticas de precificação utilizadas para atrair clientes
São várias as práticas de precificação utilizadas para atrair os clientes e estimular a demanda. Abaixo apresentamos algumas delas:
- Preço psicológico: os consumidores tendem a memorizar os preços e racionalizar sobre uma compra em potencial considerando a sua “ordem de grandeza”. Imagine a situação em que um carro custa R$ 79.900 e o outro 80.000 mil. Para os consumidores, a primeira opção é bem mais vantajosa que a segunda. A prática de preço psicológico envolve a determinação de valores “quebrados”, que levam à falsa sensação da sua ordem de grandeza, tal como R$ 9,99.
- Preço isca: a empresa seleciona alguns produtos estratégicos e estabelece preços competitivos capazes de atrair os consumidores para sua loja. Geralmente são selecionados os produtos cujos consumidores têm maior interesse e consciência de preço. Atraídos pelos baixos preços destes itens específicos (as iscas!), os consumidores acabam por comprar outros produtos cujos preços conferem maior margem para a empresa.
- Preços promocionais: a empresa estabelece um preço que é percebido pelos consumidores como uma oportunidade. Motivados a aproveitar esta condição especial, novos consumidores são encorajados a experimentar o produto/marca/serviço e os clientes tendem a comprar maiores volumes.
- Pacote de preços: Algumas empresas oferecem pacotes de produtos ou serviços a um preço fechado. Assim reduzem a percepção do preço individual de cada item, o que em alguns casos é positivo para estimular as vendas de produtos que normalmente não são procurados.
Uma curiosidade! Pesquisadores identificaram que quando um consumidor paga por um produto, ele(a) aciona os mesmos mecanismos e partes do cérebro que se relacionam com a sensação de dor e sofrimento. Também a sabido que quando um consumidor paga em dinheiro, há a tendência de maior racionalização em relação à compra.
Já quando pagamos com cartão, tendemos a não memorizar o preço e acabamos por minimizar o efeito dos aspectos econômicos ao longo do processo de decisão. É a forma de pagamento influenciando a percepção sobre o preço durante o processo de decisão!
Outro ponto interessante sobre a precificação envolve a política de parcelamento. Pode parecer contraditório, mas geralmente quem tem menos dinheiro é quem paga mais caro. Isto porque como as classes mais baixas geralmente não têm condições de pagar à vista por produtos de compra planejada e bens duráveis, normalmente avaliam somente o valor da prestação. Nesta perspectiva, o importante não é o preço final, mas sim o valor da parcela que deve “caber no bolso”.
Como visto, a decisão de preço é complexa e precisa ser tomada considerando as estratégias da empresa, assim como seus objetivos e o contexto de mercado. Sendo assim, além de colocar a precificação em foco, é necessário a utilização de ferramentas de apoio à tomada de decisão que auxiliam na determinação assertiva de preços.
5 técnicas para definir o preço
Existem várias metodologias e técnicas desenvolvidas exclusivamente para auxiliar no processo de decisão de preços. Abaixo apresentamos algumas destas metodologias e o modo como são aplicadas pelo time de pesquisadores da Jumppi – Inteligência e Pesquisa.
- Pesquisa de preços: acompanhar o preço dos concorrentes e definir o seu com base no seu posicionamento e na percepção de valor que o seu produto assume na visão dos consumidores. As pesquisas de preço basicamente envolvem levantar o preço praticado pela concorrência.
- Disposição a pagar: consiste em levantar informações sobre qual a disposição dos consumidores a pagar por um determinado produto. Apesar de haver várias modalidades de avaliação da disposição a pagar, o mais comum é aplicar um survey e perguntar diretamente ao público-alvo até quanto ele(a) estaria inclinado a pagar por uma determinada oferta.
Outras possibilidades envolvem estudos experimentais, análises da variação da demanda em função de mudanças de preços. Além disto, vale mencionar que boa parte das demais soluções e abordagens de pesquisa sobre preços envolvem, em alguma instância, a análise da Disposição a Pagar.
- Conjoint analysis: consiste em uma técnica de pesquisa que avalia o quanto um determinado atributo é valorizado pelos consumidores e agrega valor em sua disposição a pagar por uma oferta. Considerando que as decisões de consumo são complexas e que as ofertas possuem inúmeros pontos de comparação e critérios de decisão, esta técnica permite avaliar o efeito individual de cada um destes atributos na percepção de valor dos potenciais clientes.
Para aplicação da conjoint analysis o questionário deve apresentar uma série de cenários com diferentes composições em termos de características da oferta (atributos) e do preço. Por meio da análise da preferência dos consumidores a partir da comparação dos resultados de cada cenário, chega-se à estimativa do valor de cada atributo e da disposição dos consumidores a pagar por ele.
- Price Laddering: esta técnica envolve a avaliação do potencial de compra de um determinado produto ou marca. Pode-se utilizar diferentes escalas tais como de intervalo (0 a 10), probabilidade de compra ou até mesmo opções dicotômicas (sim ou não). A principal característica desta técnica é que o questionário inicia com um preço geralmente mais alto. Caso o respondente informe que não está disposto a comprar naquele preço, apresenta-se uma nova pergunta com o preço um pouco inferior até que se chegue ao preço em que ele compraria.
Os resultados desta técnica (Laddering) permitem mensurar qual seria o volume de vendas em qualquer faixa de preço do produto. Além disto, por meio de cruzamentos também é possível segmentar o mercado e identificar os grupos com maior ou menor disposição a pagar pelo produto ou serviço.
- Sensibilidade a preço (Price Sensitivity Model): esta metodologia estabelece diferentes parâmetros de análise da disposição dos consumidores a pagar por uma determinado produto ou serviço. A aplicação do Price Sensitivity Model (PSM) envolve quatro perguntas básicas ao consumidor: 1) Preço máximo que ele pagaria; 2) Preço que ele considera caro, mas que estaria disposto a pagar; 3) Preço que considera barato ou vantajoso; 4) Preço de desconfiança, que por ser tão baixo, gera insegurança e acaba por desestimular a compra.
Uma vez levantadas estas quatro referências, o método PSM permite identificar a o “Intervalo de aceitação” que é o intervalo de preços em que há mais consumidores dispostos a comprar o produto.
Além disto, é possível identificar os limites inferiores e superiores de preço, conforme a perspectiva do mercado consumidor. Por fim, a técnica também oferece duas referências que são o “Preço Ótimo” (preço com maior nível de aceitação entre os consumidores e o “Ponto de Indiferença” (preço em que o mesmo número de consumidores considera o produto caro e barato).
Apesar de uma maior complexidade, dentre os métodos analisados, o PSM é o que oferece mais possibilidades de análise para tomada de decisão. Contudo, é possível conciliar diferentes abordagens de pesquisa de preço para que se possa extrair o melhor de cada uma.
Aqui na Jumppi desenvolvemos pesquisas de preços da concorrência com coleta por meio de robôs de buscas na internet, por telefone e/ou presencialmente em pontos comerciais. Montamos um dashboard que permite analisar a evolução dos preços ao longo do tempo e aplicar filtros para avaliação de mercados, marcas ou players específicos.
Nossos estudos de preço também auxiliam na identificação de público-alvo e no mapeamento de segmentos e nichos com maior disposição a pagar, que são identificados como “públicos de alta rentabilidade”. Tais estudos também auxiliam nos cálculos de brand equity (valor de marca) e podem ser usados em análises de viabilidade, para lançamento de novos produtos, modelos de negócios ou de abertura de empresas.
Coloque a precificação em foco e proporcione maior rentabilidade para o seu negócio. Converse com nossos especialistas, para saber mais sobre como a Jumppi pode te auxiliar na definição de uma estratégia de preços que seja rentável para empresa e atraente para os clientes. E aí? Vai cobrar quanto?
Sobre a Empresa
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O tema fidelidade de clientes é algo já consolidado dentro da gestão do marketing, derivado da busca de ações para fortalecer o relacionamento com clientes, preferência de compra e recompra de produtos de uma determinada marca. Mas você sabe como devem ser estruturados os programas de fidelidade para que tenham um efeito positivo sobre a preferência de marca, relacionamento com clientes e retorno sobre vendas?
Uma das questões centrais de qualquer programa de fidelidade é não se tornar uma simples moeda de troca ou um programa de incentivo financeiro apartado da estratégia e objetivos de marketing, que não agregue no relacionamento e preferência dos clientes.
E este é um fato que não pode ser ignorado. Mesmo grandes programas de fidelidade de grandes companhias se perdem ao longo da jornada, se tornando uma finalidade para si, se tornando um negócio a parte, com seus próprios objetivos, metas de resultado, não agregando valor a marca ou negócio central da empresa.
E por que podemos fazer tal afirmação? Existem muitos clientes que se “fidelizam” ao programa e não a marca. Seu compromisso é com o programa de fidelidade e, caso seja descontinuado, a sua relação com a se encerra no mesmo ato.
Outro aspecto a ser observado é a “mutação” dos programas de fidelidade. Seu objetivo, por vezes, é desvirtuado com o próprio crescimento do programa. Como exemplo, vemos os programas de milhagem que tinham objetivo de fomentar o mercado de transporte aéreo, beneficiando os clientes mais recorrentes e buscando fideliza-los a determinada companhia aérea. Hoje, nos programa de milharem, as milhas viraram moeda de troca, onde é possível usar o crédito acumulado para troca de serviços ou produtos que absolutamente tem nada a ver com a sua essência original. Estes programas estão virando um marketing place com uma moeda paralela.
Temos ainda os casos em que a milhagem, ou a tal “moeda de troca” gera outro mercado paralelo de comercialização destes “créditos”, como o caso do 123 milhas, onde uma matriz principal é baseada na compra de créditos de milhagem em leilões promovidos pelas próprias companhias aéreas e que depois se convertem em um mercado para a própria compra de passagens com desconto.
Assim, precisamos entender melhor:
Qual o objetivo do programa de fidelidade de clientes da sua empresa? Está conectado com os objetivos centrais de marketing da empresa? Este programa tem gerado um processo de recompra dos produtos ou serviços originários de forma mais significativa que os clientes não fidelizados? Qual a percepção real dos clientes sobre o programa? São “fiéis” a marca ou ao programa?
Entendendo melhor o que é a Fidelidade ou Lealdade dos clientes
Aqui precisamos fazer um adendo, sobre o processo de fidelidade: existem diversos conceitos de fidelidade de clientes e com relativa distinção. Alguns entendem a “fidelidade” como um relativo “compromisso” que o cliente precisa assumir com determinada marca, por vezes atrelada a um contrato de permanência.
Outros entendem que ela precisa ser conquistada e a marca precisa representar os interesses e valores dos clientes de modo que eles não queiram ou busquem outras em seu processo de compra.
Temos ainda a teoria que entende haver “fidelidade” contratual ou moral do cliente com a marca. Que o processo de fidelidade precisa estar atrelado ao processo de recompra dos clientes.
Neste modelo, os consumidores podem ter um comportamento de compra regular, ou mesmo irregular na compra de produtos de determinada marca de sua preferência, ou mesmo não possuir preferência alguma. Abordagem comportamental de Mowen e Minor (2003), deixa claro que a fidelidade à marca deve ser vista como uma linha contínua, indo da fidelidade total à indiferença. Existem ainda vários tipos de fidelidade além da absoluta, sendo elas:
- Fidelidade absoluta: AAAAAAAAA;
- Troca ocasional: AABAAACAADA;
- Fidelidade trocada: AAAABBBB;
- Fidelidade compartilhada: AAABBAABBB;
- Indiferença a marca: ABDCBACD.
Para alguns estudiosos do assunto, existe uma diferença entre lealdade e fidelidade, que precisa ser pontuada:
Fidelidade pode ser considerada como o consumo exclusivo e efetivo de um produto (que pode ser obtido por promoção, programa de fidelização ou cochilo do concorrente). Lealdade é a preferência de consumo obtida pela efetiva satisfação e identificação do consumidor com a marca. (Guimarães, 1997).
Se os consumidores comprarem marcas por causa da promoção ou programada de fidelidade e não por causa das qualidades positivas intrínsecas do produto, eles poderão acostumar-se ao hábito de comprar apenas quando houver promoções, ou benefícios atrelados.
Aqui, reforçamos que o processo de fidelidade ou mesmo de lealdade, precisa estar incorporado aos objetivos centrais do marketing, não ignorando toda a sua estratégia e mix de marketing. Ou seja, os programas de fidelidade devem ser parte do composto de marketing, devem ter por finalidade o objetivo de reter, gerar recompra e fortalecer o interesse do cliente pela marca e não somente pelo programa como parte isolada de toda estratégia central da companhia.
Indo um pouco além, os programas de fidelidade precisam agregar valor a marca, caso contrário perde o próprio sentido de fortalecimento do relacionamento com clientes, presença e fixação de marca, mas, principalmente, tornar a marca mais desejada pelos clientes.
Sem estes atributos, os programas de fidelidade são apenas um portal de benefícios que precisam manter seus resultados financeiros para os acionistas a fim de manter a sua existência.
Entendam que aqui não falamos apenas de fortalecimento de vendas ou retorno financeiro do programa, isto é relevante, muito importante, mas se não agregar valor, fortalecimento, desejo sobre a marca e fortalecimento no relacionamento com clientes, não há finalidade em existir.
Os programas de fidelidade e sua origem
Originalmente, os programas de fidelidade surgiram do interesse em conhecer melhor os hábitos de compra dos clientes e, por meio do seu histórico de compra, ofertar produtos e serviços complementares ou descontos em produtos de sua preferência, a fim de rete-los, fortalecer o relacionamento e proporcionar recompra dos produtos ou serviços.
As informações geradas por meio de um cadastro consentido dos clientes, permitiu aos gestores de marketing acessar uma massa de dados, capaz de ser analisada para até mesmo antever a tomada de decisão dos consumidores.
Casos como por exemplo, saber as preferencias de consumo de determinados clientes antes de datas festivas e feriados, por exemplo, permitiu os gestores criarem ofertas que estimulassem um maior consumo dos produtos habituais de determinados clientes, mas também direcionar compras de outros produtos complementares ainda não experimentados, elevando naturalmente o ticket do cliente e maior retenção por meio de “benefícios” ou vantagem percebida pelo cliente ao se manter cliente daquela marca.
Alguns casos são emblemáticos, como o de uma rede de supermercados americana que ao monitorar os hábitos de consumo dos seus clientes, percebeu que pais de filhos recém-nascidos, compravam fraudas e cervejas regularmente na mesma compra. Tal análise permitiu concluir que pais de filhos pequenos tem maior hábito de consumo de cerveja e outros itens como produtos para fazer um churrasco, do que pais de filhos mais velhos ou adultos sem filhos. A rede de supermercado a época, com muito sucesso, direcionou ofertas específicas a seus clientes por perfil e potencializou as vendas de produtos que inicialmente não se percebia correlação entre eles.
A vantagem percebida pelo cliente
Em todo processo de compra, os clientes, antes de tomar sua decisão, analisam mesmo que de forma não totalmente consciente, a relação custo x benefício da compra. De forma simplificada, o cliente precisa perceber relativa vantagem na compra de determinado produto ou marca. E por que isto é importante?
Quando o cliente percebe vantagem na compra de determinado produto existe maior chance de sair satisfeito ou realizado com o processo de compra. Aqui temos de ganho, de estar conseguindo algo melhor, superior as pretensões iniciais. Quando se consegue proporcionar esta percepção nos clientes há significativo ganho de empatia com a marca.
Nos programas de fidelidade o processo de vantagem percebida pelo cliente precisa estar muito ressaltado. Eles (os clientes), para ter interesse em ingressar ao programa, precisam ter uma percepção muito clara de que existe vantagem real em participar do programa de fidelidade.
Por outro lado, se a percepção de vantagem é relativamente pequena, com pouco estímulo e uma comunicação incapaz de proporcionar tal percepção, o cliente não terá estímulo para ingressar ou, naturalmente, ao longo do tempo, sua relação com o programa se “esfriará” e haverá ruptura na relação com o programa ou marca.
A gamificação dos programas de fidelidade
Além da vantagem percebida, alguns estímulos podem proporcionar maior interação e retenção de clientes ao programa de fidelidade. Mas esta ação precisa de maiores cuidados a depender do perfil do público que a empresa atende.
O processo de gamificação é um estímulo muito presente e envolvente para pessoas jovens e com alto grau de conexão e presença no ambiente digital. Alguns podem até mesmo ser denominados como viciados em endorfina e serotonina, capazes de proporcionar sensação de satisfação e bem-estar.
A gamificação busca produzir estímulos de recompensa por metas cumpridas e, a cada meta, estágio, ou fase, o cliente recebe um prêmio, bônus, desconto, ou reconhecimento que o estimula a dar sequência e, regularmente, buscar avançar no programa de fidelidade.
Ressaltamos aqui que o processo de gamificação, como em todo o programa de fidelidade, o cliente precisa per uma percepção clara de vantagem. Sem ela, haverá perda de estímulo e interesse natural. Como também haverá perda de estímulo caso as metas sejam impossíveis ou muito complicadas para serem atingidas.
Conheça bem o seu cliente e o trate de forma individualizada (a tal da “calda longa”)
Com um programa de fidelidade é possível se conhecer os hábitos de consumo individuais de cada uma de seus clientes e isto é uma vantagem competitiva muito importante e deve ser utilizada pelas empresas.
Todo cliente gosta de se sentir especial, gosta de ser paparicado, ainda mais os que ingressam em um “programa de fidelidade”, que acarreta em uma percepção ainda mais avivada de acreditar que são especiais para determinada marca, somente por estarem presentes e, relativamente, se doando ao programa de fidelidade (seja pelo interesse próprio, pela vantagem percebida, ou mesmo por gostarem ou se identificarem com a marca), não importa qual decisão desencadeou seu ingresso, estes clientes terão maior envolvimento com a marca e precisam deste reconhecimento.
Quanto maior a expertise da empresa em proporcionar estímulos direcionados ao perfil de cada cliente, ou mesmo uma comunicação mais “personalizada”, melhor será a percepção de que são especiais para a marca e que recebem dela algo direcionado, que a empresa interage, se preocupa e proporciona a ele, mais que um cliente comum.
A maior riqueza de qualquer programa de fidelidade é a base de conhecimento gerada dos seus clientes.
E quanto custa manter um programa de fidelidade e qual o retorno gerado?
Esta é a pergunta de ouro para qualquer programa de fidelidade, mas a resposta é sempre relativa.
O custo de um programa de fidelidade depende de vários fatores, como o número de clientes que ingressam no programa, quando mais aberto maior tendência de muitos ingressarem e quanto mais restritos menores custos, mas menor visibilidade do programa e marca.
É muito importante ressaltar que criar e manter um programa fidelidade necessita de um significativo investimento, mas como em qualquer negócio, o investimento precisa ser pontuado pelo seu cálculo de retorno, ou seja o calculo de ROI – Retorno sobre o investimento.
Como dissemos anteriormente, um programa de fidelidade precisa elevar o ticket dos clientes “fiéis” e proporcionar maior recorrência de recompra. Estes resultados precisam se sempre equiparados com o de clientes “normais” que não ingressaram no programa de fidelidade.
A mensuração destes números ou resultados, deve ser conduzido por um processo de pesquisa bem estruturado, que traga números confiáveis e comparados entre clientes “fiéis” e não, a sua recorrência de compra/visitação as unidades da marca equiparado ao Share of Wallet, ou compartilhamento de carteira, ou seja, o quando do orçamento ou gastos do cliente está dividido entre outras marcas ou produtos concorrentes.
Além destes, a pesquisa de mercado deve demonstrar claramente o ganho na percepção sobre a imagem da marca e o quanto o programa de benefício agrega a experiência do cliente e o valor da marca.
Nem todo benefício de um programa de fidelidade é medido pelo retorno financeiro que proporciona, ele é importante, por vezes fundamental, mas além dele existem outros ganhos e benefícios que precisam ser mensurados.
O ROI – retorno sobre o investimento de um programa de fidelidade pode ser medido de diversas formas, como:
- O Ganho Financeiro: Custo para manter o programa de fidelidade / o retorno em vendas da diferença equiparada entre clientes participantes e não participantes do programa.
- O Ganho de Ticket Médio: O custo para manter o programa / a diferença equiparada (percentual) do ticket médio de vendas entre clientes participante e não participantes do programa.
- O Ganho de Recorrência de Compra: O custo para manter o programa / a diferença equiparada da recorrência de visitação ou compra entre clientes participante e não participantes do programa.
- O Ganho de Percepção de Imagem da Marca: Equiparação entre os investimentos em mídia de atração de clientes e custo para manter o programa equiparado a percepção de imagem e valor de marca para clientes participante e não participantes do programa de fidelidade.
- O Ganho de Satisfação: Equiparação entre os índices de satisfação de clientes participantes e não participantes do programa de fidelidade.
Existem muitas outras formas de se calcular o retorno sobre o investimento de um programa de fidelidade, entretanto, seja qual for o ponto central de medida, é fundamental que seja equiparado e seu ganho percebido e relativizado aos objetivos centrais do marketing da empresa. Que não seja administrado de forma isolada e não integrante ao resultado geral da empresa.
E lembrem-se, um programa de fidelidade tem um custo elevado e seu tempo de maturação e retorno pode ser demorado e, uma vez estabelecido, sua descontinuidade pode gerar significativa frustração e perda de clientes.
O programa de fidelidade precisa ser planejado como um programa de longo prazo, caso contrário é melhor administrar como uma ação promocional que tenha data de início e término.
Não se esqueça também que o sucesso de um programa de fidelidade depende muito de uma comunicação ativa, estímulos constante e pesquisa para avaliar seus resultados, assim como qualquer outra ação de marketing de sua empresa.
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